BOHEMIAN RHAPSODY

Por Hugo Dourado

Tenho que começar dizendo que a atuação de Rami Malek está espetacular e que ele merece muito uma indicação ao Oscar. Dito isso você já percebeu que eu adorei Bohemian Rhapsody do diretor Bryan Singer, que está em cartaz. O longa retrata de forma acelerada a criação do Queen, com foco no seu principal componente Freddie Mercury (Rami Malek).

Se existem algumas imprecisões de datas e fatos isso pouco importa, o filme tem um roteiro redondo, emotivo, vibrante e apaixonante. Acompanhamos Freddie trabalhando em um aeroporto antes de ser vocalista da banda, suas excentricidades que chocavam a família, o preconceito que sofria por sua origem paquistanesa, a descoberta do primeiro amor e o momento em que conhece o pessoal da banda.

Neste momento o filme da uma guinada e fica empolgante, quando vamos acompanhar o surgimento de uma das mais importantes bandas de rock de todos os tempos, na criação dos sucessos, nas disputas com produtores e gravadoras, nas brigas internas e também na vida louca que Freddie levava com suas festas nababescas, mostradas de forma leve e sutil que ao meu ver acerta o tom.

O filme não explora a vida pessoal do artista apelando para suas conhecidas esbórnias sexuais, mas mostra muitos conflitos internos e momentos em que o astro esteva claramente com depressão. Gostei da forma como esses problemas foram apresentados ao público, pois ficou de acordo com a linha do filme.

O final é o auge com uma reprodução perfeita do grande show que a banda, em seu retorno depois de um período de separação, fez em Wembley no Live Aid para arrecadação de dinheiro para África. Se não viu ainda corra para o cinema pois é um filme obrigatório para todos.

 

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