“ALVORADA” ESTREIA DIA 27 DE MAIO

O filme mostra o dia a dia da presidente Dilma Rousseff, durante o período de reclusão no Palácio da Alvorada para enfrentar o processo de impeachment, que a destituiu do cargo

Com proximidade e intimidade sem precedentes, você vai ver o cotidiano de uma chefe de estado em sua residência oficial – a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Alvorada, durante o processo de impeachment que acabou por afastar a primeira mulher eleita presidente do Brasil. 

ALVORADA é dirigido por Anna Muylaert e Lô Politi, estreia no dia 27 de maio, simultaneamente nos cinemas e nas plataformas de streaming (Now, Oi e Vivo PlaY).
As diretoras filmaram exclusivamente no espaço fechado do Palácio Alvorada. Embora o momento fosse delicado a presidente Dilma se mostrou forte e continuou sua rotina de um governo popular. Recebia desde grandes nomes do país, jornalistas nacionais e internacionais a representantes de forças populares. O que me chamou a atenção foi a quantidade de movimentos populares de mulheres que eram recebidos pela presidente no palácio Alvorada. Um governo que abriu as portas para o povo.

Ciente do que estava por vir, a presidente não levou para o lado pessoal a sucessão de violências e ataques que sofreu dos diversos setores da política e da grande imprensa. Analisou o momento histórico com tranquilidade, ciente de que fez o seu melhor e de que esse processo era injusto, político, misógino e o início de uma era de retrocesso. Mostrando a rotina do funcionamento do palácio da Alvorada, o filme passeia pela agenda de compromissos da presidente, as reuniões de assessores e companheiros políticos, o trabalho da cozinha, dos funcionários da manutenção até o último dia da presidente Dilma Rousseff.

Conexão com a atualidade

Alvorada” começa com o áudio do voto de Bolsonaro, impossível não lembrar do circo que armaram para a votação do impeachment. Eu me lembro bem de ouvir votos “pela minha família.” “Pelos meus filhos.” “Pelos meus netos.” “Pelo cidadão de bem.” Teve voto pela igreja evangélica, teve voto por tudo quanto é coisa, teve até em nome de torturador da ditadura, o cruel Brilhante Ustra.   
Pena que não teve voto pela democracia, porque foi democraticamente que a presidente Dilma foi eleita, mas naquele momento a democracia ficou em segundo plano, ou foi esquecida.

Hoje a involução chegou, quase 430 mil brasileiros mortos, muitos deles pelo fato do presidente Bolsonaro ter se recusado, não 1 ou 2, mas 6 vezes a comprar a vacina contra o coronavírus.

Durante o processo de impeachment a grande mídia mostrou o povo insatisfeito com a gasolina a R$2,80, com o dólar a R$2,90. Hoje temos o preço médio da gasolina variando entre R$5,00 e R$6,00. O dólar a R$5,84. Não temos alarde na imprensa. Parece que esses valores altos não incomodam mais. Sem contar os valores da carne e alimentos que tiveram uma alta exorbitante, alguns com aumento de mais de 30%.

Esse texto era pra ser sobre o filme “Alvorada”, mas diante de tantas mortes pela Covid. Da consciência de que, talvez, centenas de milhares de pessoas que foram mortas,  poderiam ter sido vacinadas e estariam vivas. Diante do aumento da fome, da miséria e do número de pessoas que perderam tudo e foram morar nas ruas. É impossível, como jornalista, fazer uma crítica de um filme sobre o inicio da derrocada do Brasil e não falar da atualidade.   

Um país que já foi motivo de orgulho em governos anteriores, transformou-se em piada para os demais países. Somos ridicularizados pelo negacionismo e pelas trapalhadas do atual governo genocida. Programas humorísticos do exterior, usam o exemplo do Brasil para arrancar risos das pessoas. Quão patética e lamentável é a nossa situação. Pior que ser motivo de gaiofa e ver nosso povo morrendo e padecendo, sob os aplausos de uma pequena parcela da população que devido a ignorância, fanatismo, falta de empatia e total falta de consciência de classe continua sendo manipulada como massa de manobra. A cada dia, essa parcela de pessoas é menor, nem os mais desmemoriados conseguirão compactuar com isso, pois a morte bate a casa, a família, ou amigos de todos.

Sinopse:

O filme narra de um ponto de vista íntimo, o dia a dia da Presidente Dilma Rousseff na sua residência oficial, o Palácio do Alvorada, enquanto aguardava o veredito de impeachment que acabou afastando a primeira mulher presidenta do Brasil.  Retratando os corredores do palácio desenhado por Oscar Niemeyer, vemos o vai de vem de reuniões políticas, o dia a dia da cozinha, a troca de guardas, sussurros e telefonemas sem fim.  Sentimos a tensão crescente dos funcionários, assessores, ex-ministros, perplexos e quase sem ação.  Um grupo ou outro chega para dar apoio à presidente que cai.  Mas o naufrágio parece inevitável.

“Alvorada” – dia 27 de maio, nos cinemas e nas plataformas de streaming ((Now, Oi e Vivo Play)

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